NOSSA VISÃO - 11/03/2019

Retrospectiva

Passados os feriados de carnaval, o país volta todas as suas atenções para a Câmara dos Deputados, onde nesta semana será instalada a primeira comissão que examinará a proposta do governo de reforma da Previdência. Será a Comissão de Constituição e Justiça.

 

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a agência Eurostat informou, em sua estimativa final, que o PIB da região cresceu 0,2% no quarto trimestre de 2018 e 1,1% no ano todo.

 

Já em 2019, as vendas do varejo subiram 1,3% em janeiro, frente a dezembro e 2,2% na comparação anual. A inflação do consumidor em fevereiro, por sua vez, subiu 1,5% na base anual, após subir 1,4% em janeiro.

 

Em nova reunião, o Banco Central Europeu manteve em 0% a taxa de refinanciamento e em   

-0,4% a de depósitos, como era o esperado.  Com a economia mais fraca, o BCE disse que agora pretende manter os juros no atual patamar até o fim de 2019 e não mais até o meio do ano.

 

Nos EUA, também foi divulgada estimativa do PIB do quarto trimestre de 2018, que cresceu 2,6% frente ao terceiro e 2,9% durante o ano. A alta superou a estimativa dos analistas.

 

Em relação ao mercado de trabalho, foi divulgada a criação de 20 mil novos postos de trabalho não rural em fevereiro, muito abaixo da estimativa de 185 mil e o pior resultado em 17 meses. A taxa de desemprego que era de 4% em janeiro, recuou para 3,8% em fevereiro.

                                 

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi novamente de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 1,24%, o FTSE-100, da bolsa inglesa recuou 0,03%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 2,16% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 2,67%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter avançado 0,35% em fevereiro, subiu 0,45% na primeira quadrissemana de março. Já o IPC-Fipe, terminou fevereiro com alta de 0,54% e o IGP-M com alta de 0,88%.

Conforme o IBGE, o PIB do Brasil cresceu 0,1% no quarto trimestre, frente ao terceiro e terminou 2018 com avanço de 1,1%. No ano o setor agrícola subiu 0,1%, o industrial 0,6% e o de serviços 1,3%.

O IBGE também informou que a taxa de desemprego avançou para 12% no trimestre encerrado em janeiro, com 12,7 milhões de pessoas desempregadas.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de alta, com o Ibovespa subindo 0,80%. No ano a variação positiva é de 8,51% e em doze meses de 10,41%. O dólar, por sua vez, subiu 2,24% na semana e o IMA-B Total subiu 0,14%.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 08 de março, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,87% em 2019, frente a 3,85% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 4,00%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 2020 em 8,00%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,28%, frente a 2,30% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,80%, frente a 2,70% na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,70 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,75 no final de 2020, de novo como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 82,52 bilhões em 2020, frente a US$ 83,76 bilhões na pesquisa anterior.


Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da produção industrial em janeiro e da última estimativa da inflação do consumidor em fevereiro.

Nos EUA, teremos a divulgação das vendas no varejo em janeiro, da inflação do consumidor e da produção industrial em fevereiro.

No Brasil, além dos dados parciais de inflação, teremos a divulgação do IPCA de fevereiro, das vendas no varejo e do IBC-Br em janeiro.  

No exterior, as divulgações sobre a atividade econômica são o evento mais importante da semana e no Brasil será o avanço da reforma da Previdência.   

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos ainda uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 15%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.



* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso. 


Indicadores Diários -08/03/19



Índices de Referência -Janeiro/2019