NOSSA VISÃO - 22/11/2021

RETROSPECTIVA

Recapitulando os principais acontecimentos da última semana, tivemos o Ibovespa com fechamento semanal em -3,10%, apresentando bastante volatilidade, devido aos temas relacionados a PEC dos precatórios e também ao mercado externo.

Ainda assim, no último pregão tivemos um alívio referente também a PEC dos precatórios na possível discussão do fatiamento da PEC, onde poderia ser aprovado parte do texto agora, que auxiliaria a aprovação da parte regulatória do Auxilio Brasil e a segunda parte poderia ser revisada e aprovada posteriormente.

Em relação a PEC, tema de bastante relevância na semana, foi o principal causador de volatilidades nos mercados, devido a sua incerteza em relação ao seu desfecho final, com isso também foram discutidos como seria utilizado a fatia a mais que foi aberta no teto de gastos e o reajuste salaria para o servidor público, foi o tema mais discutido.

Discussão gerada após o presidente Jair Bolsonaro ter dito que considerou um aumento de 10%, em contrapartida o Presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que não enxerga espaço para tal medida, com isso a volatilidade e a incerteza fiscal acabaram ocasionando uma queda no mercado bem significativa.

No mercado internacional, em agenda global enfraquecida, os investidores estiveram atentos as declarações dos presidentes dos Bancos Centrais, acerca da condução da política monetária e também agregando mais volatilidade nos mercados, temos a Europa, que agora é considerado o novo epicentro da pandemia, tudo isso em meio a uma inflação acelerada.


RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 9,77% para 10,12% em 2021. Para 2022, a previsão para o IPCA subiu de 4,79% para 4,96%. Para 2023, a estimativa saiu de 3,32% para 3,42%. Para 2024, as projeções saíram dos 3,09% para 3,10%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 4,88% para 4,80% para 2021. Para 2022, a estimativa caiu de 0,93% para 0,70%. Para 2023, a projeção ficou em 2,00%. Para 2024, a projeção também ficou em 2,00%.

Para a taxa de câmbio, a estimativa ficou em R$5,50. Para 2022, o valor ficou em R$5,50. Para 2023, a projeção ficou em R$5,30 e para o ano seguinte o valor ficou em R$5,25.

Para a taxa Selic, os analistas mantiveram a projeção da taxa em 9,25% em 2021. Para 2022, a taxa saiu de 11,00% para 11,25%. No ano seguinte, a projeção ficou em 7,75% e ficou em 7,00% em 2024.



PERSPECTIVA

Para as próximas semanas, devemos acompanhar de fato a aprovação da PEC dos precatórios, os PMI dos Estados Unidos e as vendas na Black Friday (26/11).

Quanto as expectativas com relação ao Brasil, passa por um processo de imunização mais eficiente. Teremos que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.

Os dados indicam uma pressão persistente nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.

Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.

A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada.

A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, segue sendo o principal foco, devido as recentes manobras do governo para amplia-lo.

Caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.

Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.

Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.

O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional - Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.



Indicadores Diário - 22/11/2021